DISCO RÍGIDO OU CONSERVADOR? Há mais ou menos 50 anos atrás inventaram aquele gigante, ENIAC. Aí veio a IBM com os pc's pessoais em 1990, dando impressão de estarmos diante de inteligentíssimas máquinas, sim!, havia quem pensasse que a máquina pensasse, entende?
Eu, particularmente, brincava com um MSX, alguém já ouviu falar? Nele nós operávamos de duas maneiras: programando ou colocando fitas, inclusive cassetes. Passava horas folheando a "Revista MSX", acompanhando o manual daquele arcaico microcomputador. Aprendi male, male, uma linguagem estranha: "go to, return, input", go to era o chefe bárbaro da informática. Ele chamava linhas anteriores; seria mais ou menos como eu me reportar ao primeiro parágrafo (vide linha 1), desnecessário ou não? (vide título). Minha intimidade com a máquina estava na leitura da revista, no ouvir dos chiados das fitas cassetes — para mim isso representava a comunicação dos computadores.
Quando queria jogar um come-come (vulgo Pac-man) aguardava 4 minutos, literalmente. Dar pausa pro café seria comum, pois todo aquele sistema trabalhava focado apenas num programa, talvez por isso poucos problemas surgiam. Desligar o aparelho significava começar do zero noutro dia — mais ou menos como se soltássemos pipas, o vento as levasse e todos os dias tivéssemos de refazê-las. Hoje nossas modernas caixas-registradoras (s/ suporte para guardar dinheiro) nem parecem possuir todo ensinamento zen. Sua conexão com a rede mundial de computadores (vulga Internet) trouxe consigo vírus criados por gente visando lucrar ou simplesmente 'protestar'. Vão e fútil, dois termos adequados a esses covardes mesquinhos, carentes.
Somos interpretadores, portanto nosso eletrônico multifuncional recebe cotidianamente etiqueta dizendo
conservador pelas mãos
hackers e acovardadas; etiqueta ou sentimento
amigo — classifico também desse jeito.
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