ESCREVER OU NÃO ESCREVER?
Escrever ato espontâneo ou condicionado? Mario Prata (assim como Olavo Bilac revela em seu poema
Profissão de Fé) disse num programa de tevê: "Eu escrevo muitas vezes com prazos, porque é da escrita que tiro o meu sustento". Manuel Bandeira em
Sapos contestaria atitudes programadas, feitas sob encomenda.
Imaginem todos vocês alguém desesperado por rabiscar palavras...desesperado por valorizarem-no profissionalmente pouco. Isto, inclusive, foi tema de "Sandman", escrita por Neil Gaiman, fugiu agora o número. Nesta revista é apresentado ao leitor um velhinho que guarda num de seus aposentos uma mulher especial, Caliope — desculpe se está grafado errado, a revista foi por mim lida numa única oportunidade. O idoso entrega-a nas mãos daquele desesperado, desconhecedor das benesses de tal fêmea. Qual a primeira vontade do rapazola, qual? Trepar com Caliope. Chorosa pede para não fazer isto, para libertá-la. Sem dar ouvidos, vai e pou! Depois do sexo forçado, fica inspirado, escreve magistralmente. Ganha fama, seus livros se bobear viram até "best-sellers". Nesta história em quadrinhos a dependência do outro aparece, no caso só ela lhe daria fama, triste escritor!
Em suma, transpor palavras pro papel de maneira a entreter, agradar, provocar espectadores (licença literária) exige bastante de nós. Entenderam? Entenderão porque basta se deparar com o desconhecido, ver um texto fora do comum para se acharem vazios ou não? Nossas cabeças autoras podem sofrer influências de fatores externos, pessoas conseguem alimentar, ignorar, brincar com o ego alheio.
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